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MUNDO NARCISISTA: ELE É A MENTIRA, E NÃO O PAI DELA.

MUNDO NARCISISTA: Ele é a mentira, e não o pai dela.

O narcisista quer encontrar um inferno na sua vida. Na ausência, ele próprio o criará. O insignificante se tornará um problema demoníaco. Ele lhe venderá o problema como necessário, com palavras bonitas e sob as vestes da conquista de uma importante obstinação.

O narcisista é um demônio; rei da hipocrisia e mestre das falsas promessas. Espalha seus segredos, cria intrigas e te afunda em redundâncias inúteis. A ordem de vida dele é buscar o fútil, o desnecessário e o caótico. As vestes de bondade tornam a magia e a maldade narcisística incompreensíveis e, uma vez compreensíveis, assombrosas.

O narcisista não é o pai da mentira, ele é a própria, e a vive desenvergonhadamente; a comemora, a regurgita e se alimenta das fétidas somas da hipocrisia que ela cria.

O narcisista não é o pai da mentira, ele é a mentira.

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Os 4 grandes perigos da hipnose

Eles não tem pena de você. E eles vão acabar com sua vida. Mas só se você deixar.

1. Não fazer.

Viver sem os benefícios da hipnose é algo extremamente não recomendado. A aposta em terapias naturais, “alternativas” e holísticas subjetivas cresce sem que sequer pense-se em dominar a si mesmo literalmente.

Meditação, acupuntura, yoga são apenas alguns exemplos da busca incessante pelo bem-estar subjetivo, por uma vida menos ansiosa, livre de estresse e preocupações. Estas mesmas pessoas não foram ensinadas, não até lerem este texto, sobre a superioridade hipnótica quando se fala em manutenção do bem-estar e do domínio corpo-mente.

Continuar arriscando ou indo para lugar nenhum através de melhorias temporárias ou aceitáveis oferecidas pelas modalidades acima representa uma grande perda de tempo na jornada de quem olhou grosseiramente para hipnose e não entendeu o simples fato de que o poder do palco na hipnose, é o poder da hipnose na sua vida para todas as áreas imagináveis e inimagináveis.

Exemplos do que pode ser tratado de modo fulminante, com resultados incrivelmente superiores a outras modalidades terapêuticas são: Depressão, Ansiedade, Ansiedade Generalizada, Síndrome do Pânico, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Fibromialgia, Tensão Pré-Menstrual (TPM), Dores Crônicas, Enxaqueca, Ejaculação Precoce, Impotência Sexual, Atração Indesejada Pelo Mesmo Sexo (AIMS), Bipolaridade, TDAH, TDA, Estresse Pós-Traumático, Recuperação Pós-Operatória, Preparo Pré-Operatório, Anestesia Hipnótica (Total ou Parcial), Analgesia Hipnótica (Total ou Parcial), Recuperação Pós-Derrame, Pressão Alta, Enurese Diurna, Enurese Noturna, Tricotilomania e todas as outras mazelas médicas e psicológicas sem exceção.

A lista de itens acima representa uma porcentagem da minha experiência clínica nos últimos 10 anos em atendimentos presenciais e também à distância.

2. Não saber o que é.

Continuar entendendo a hipnose de forma limitada, como uma estratégia circense exclusiva a apresentações de entretenimento ou imaginar que a mesma refere-se a fenômenos espirituais, de manipulação das massas, ou também apenas para regressão de vidas passadas ou de idade é não saber o que a hipnose é.

O que é hipnose, então, Henrique?

Hipnose é o modelo de programação humana.

E como isto funciona?

A hipnose desliga sua mente consciente crítica, estimula sua mente inconsciente autônoma e mantém sua mente consciente observadora ligada. Em casos onde o estímulo inconsciente é muito intenso, ocorre o estado de amnésia.

Literalmente, a hipnose pode salvar sua vida, mudar sua vida, transformar sua vida, desbloquear sua vida, eliminar as resistências da sua vida e fazer com que você viva o que sempre desejou com coragem, calma, confiança, serenidade e profunda satisfação pessoal.

Pesquise. Estude. Ou, no mínimo, leia mais um pouco sobre o assunto. Informe-se e entenda que existem meios que tentarão limitar a hipnose. E isto, de antemão, como responsável proponente dela, é o que lhe ordeno a não acreditar.

3. Ter medo dela.

A hipnose não é um bicho. Não é um animal que funciona sozinho. Não é um ser irracional que vive de se alimentar e satisfazer suas necessidades fisiológicas (sendo dormir uma delas).

A hipnose precisa de você pra funcionar. E que bom. Pois ela, a hipnose, é a forma como você muda, o tempo inteiro, o tempo todo, à cada segundo, pensamento a pensamento, seja em 1 dia, 1 semana, 1 mês ou 2 anos. Não tente compreender respondendo ou falando algo que já lhe parece ser conveniente. Isto é aprendizado. Medite sobre o que eu falei. Por que você não sabia disto ainda? Por que você tem medo dela? O que você acha que acontecerá? O que você pensa que acontece com todos que fazem hipnose? Por que não falam mais sobre ela? Será pela fama e pelo medo? Pelo preconceito? Pela falta de aceitação? Pelo medo de ser rejeitado ao comentar sobre o assunto? Bem. Vença isso agora e você estará dando um passo a frente. Ainda mais levando toda a humanidade com você, pois, como já deve ter imaginado, medo não serve pra nada. Só pra atrasar seu desenvolvimento.

Você não concorda com o medo se deseja superá-lo. No mínimo, você o desafia. E para fazê-lo, você deve se informar e viver o medo. Tenho certeza que você como todo outro ser humano do mundo, pode se beneficiar de melhorias constantes diárias promovidas pela hipnose e mais ainda caso tenha algum problema psicoterápico.

Especialmente se você faz psicoterapia, já deve ter ouvido falar algo sobre o assunto. E muitos psicólogos fazem o desfavor de não recomendar a hipnose por ‘não ser a hora certa de usá-la em “nosso processo”‘ (o processo é seu ou do psicólogo, afinal de contas), ou afirmando que ‘é uma técnica muito profunda que pode provocar desgastes e traumas’ (sim, mas até se isto ocorrer, é a própria hipnose que irá resolvê-los; e o melhor, raramente isto ocorre), ou até mesmo dizendo que ‘pro seu caso não é bom, é melhor evoluir aos poucos’, e, talvez a mais conhecida seja ‘a mudança vem e vai rapidamente, não é nada consistente’.

Bem, estou aqui para te falar como profissional, como alguém que possui a hipnose como estilo de vida, como uma religião, que nenhuma das afirmações que lhe deram é coerente com o que a hipnose é, com o que ela quer oferecer para você ou com o que pode-se fazer de forma madura com a mesma. Já imaginou ou percebeu que todas estas pessoas que afirmaram ‘coisas’ estranhas sobre a hipnose para você não a utilizam ou possuem no mínimo, um conceito limitado sobre a mesma? Ou ainda melhor, pregam o que não usam? Ou talvez ainda mais especificamente: não usam a hipnose para eles mesmos, se é que usam para outras pessoas. E, quando usam, possuem experiência limitada, não apenas por aplicação, mas por literatura, ensinamentos ou por um sistema de crenças falho em promover evolução e desenvolvimento?

Os profissionais que nos dias de hoje são responsáveis por carregar e distribuir comumente a carga da palavra psicoterapia são os que menos sabem o que ela realmente é. Estes são os mesmos que afirmam sem sequer reconhecer ou lembrar de que a hipnose foi a primeira psicoterapia da historia da humanidade e que é por sua vez a mais eficaz. Não me responsabilizarei aqui por explicar ou justificar o desconhecimento destes dois fatos, apenas o responsabilizo por tratar de dar seus passos na direção do conhecimento hipnótico. O faço como um convite a você, sua família e todas as pessoas queridas a viverem uma vida melhor. Ainda melhor do que já pode estar. Se esta para você for uma boa promessa, fico feliz que a reconheça como tal.

Naturalmente, livre-se do medo e desafie sua realidade. Informe-se. Use a hipnose. Seja hipnotizado. Hipnotize-se. Dê um jeito de conhecê-la de verdade e juro que verá o quão bom foi descobrir este meio de comunicação com sua mente e com sua vida, depois de anos escondido de uma das maiores verdades, dos maiores facilitadores e dos maiores meios de transformação da humanidade.

4. Opinar sem nunca ter feito.

Encher a boca pra falar com toda a ignorância e vontade sobre um assunto que não lhe é comum ou ainda mais raramente inerente a sabedoria dos demais é algo que eu não esperaria ver nem mesmo de alguém que não teria capacidade para ler este texto.

Compreende o quão fútil, ignorante e preconceituoso é falar mal da hipnose sem que isto tenha lhe tocado de qualquer modo? E se isto já te tocou de algum modo, que tal compreender que sua experiência jamais prevalecerá a verdade maior de que hipnose é um bem e apenas isto, um bem para a humanidade e para todos? Como entender que o princípio básico da sugestão, utilizado com maestria pela hipnose é o que cria a realidade e, que, para usufruir do mesmo, basta que você doutrine-se no mesmo, por tempo, experiência e necessidades únicas; tais quais são as suas?

Para aprender bem, deve-se manter a mente limpa. Ignorar o que acha que é correto diante do que desconhece e meditar, ponderar, amadurecer, dar tempo as experiências e não criticar de modo limitado, mas sim permitir que os significados se desenvolvam. E isto, dificilmente se faz sem a ajuda de um mentor mais experiente.

Cuide-se! Não deixe os 4 Grandes Perigos da Hipnose destruir sua vida!

Entregue-se a ela. Permita que ela se apresente e dignifique sua existência como já fez com uma quantidade infinita de seres humanos. E, se servir como incentivo, em nosso idioma, ela é uma mulher; educada, sábia, bem intelectualizada e cheia de encantos.

Hipnose e a causa do problema. Regressão: parada obrigatória?

A visão popular: o passado na hipnose e seu uso na regressão de idade e de vidas passadas

Na boca do povo, e na cabeça de muitos terapeutas, regressão está tão associada à hipnose como estão os números à matemática. Mas seria realmente a hipnose por via de regra uma terapia regressionista? Seria esta abordagem a opção mais indicada em todo tratamento hipnoterápico?

A associação da regressão à hipnose e seus motivos

Por conta de forte influência da escola psicanalista freudiana no início do século 20, muitos profissionais consideram a regressão, o reavivamento do passado, ou o reconhecimento dele, o método terapêutico hipnótico mais eficaz.

E embora todo o respeito histórico, o conhecimento e o reconhecimento popular a favor da regressão, também influenciado pela expansão do espiritismo e dos conceitos espiritualistas, tenha criado inúmeros seguidores da noção terapêutica de que a regressão é o caminho prioritário no tratamento psicoterápico, tornando-o favorito para muitos, é importante notar o avanço obtido no desenvolvimento das infinitas técnicas hipnóticas espalhadas nos últimos 200 anos, muitas delas completamente distantes das noções regressionistas e outras impossivelmente comparáveis em termos de flexibilidade e poder terapêutico-transformacional.

As noções de passado, presente e futuro no âmbito terapêutico hipnótico e seus devidos usos sempre existiram. Contudo, no Brasil, principalmente, a conversa quase sempre se encerra na exploração do passado do hipnotizado, favorecendo a regressão. O que nem sempre é a melhor abordagem terapêutica, principalmente para os indivíduos que não simpatizam com a regressão como modalidade terapêutica, seja esta de idade ou de vidas passadas.

ATENÇÃO: Regressão à 200 metros

Nas últimas décadas, diversos pesquisadores e profissionais registraram diferentes opiniões esclarecendo porque o uso da técnica regressionista, na hipnose ou fora dela, não é obrigatório e, que pode ser, até mesmo nocivo em alguns casos.

O amadurecimento e a criação de novos processo hipnóticos, o surgimento, reconhecimento e amadurecimento da PNL, a popularização da filosofia hipnótica de Milton H. Erickson, o crescimento das escolas cognitivas, comportamentais e cognitivo-comportamentais, o reconhecimento da riqueza da sabedoria popular voltadas à importância do convívio social como necessidades básicas, da identificação do humor como ferramenta terapêutica, da habilidade de foco da mente humana, e, mais ainda, pelas provas da natureza ilusória do tempo, de que só existe o agora, nos deixaram muito mais do que um rastro de idéias de que “O melhor de tudo em relação ao passado é que ele já acabou.” (Richard Bandler).

A insistência do uso da regressão ora deve-se a eficácia comprovada, ora ao fascínio nostálgico experienciado, ora à lógica de encontrar a causa do problema onde ele foi criado e vivido pela primeira vez, ora como um remédio que busca a verdade como ela é, ora ao peso que pode ter o reavivamento de uma lembrança, e, ora como a única saída para resolver um problema nunca antes solucionado. Todas estas alternativas podem nos levar a entender que a regressão é o melhor e talvez o único meio disponível para o descobrimento da causa do problema à ser tratado.

Mas toda essa lógica é posta em desafio quando entendemos que todas as mudanças que fazemos em nossas vidas que tiveram sucesso, fazemos sem pensar no passado, ou ao menos sem prestar muita atenção nele. Muitas mudanças nas nossas vidas ocorrem de forma espontânea.

A não identificação de causas que acompanham mudanças drásticas, cotidianamente, são mais comuns do que costumam ser ponderadas pela filosofia regressionista. A ?causa?, na criação do hábito e na dificuldade que é enfrentada ao tentar mudar, quando descoberta, muitas vezes desperta apenas um entendimento dos fatores motivacionais por trás de um comportamento ou hábito: as crenças de cada um, o que já é importante.

Existem mais pessoas no mundo mudando suas vidas saudável e espontaneamente o tempo inteiro do que pessoas com dificuldades tentando mudar suas vidas através de terapia. Mudanças ocorrem sem que as acompanhemos. Por vezes, não notamos, ou somos avisados por terceiros delas. Além disso, é extremamente compreensível responsabilizar o passado num momento de desorientação e dificuldade emocional.

Passado? Onde fica isso?

Não importa onde você vá, a solução e o problema estão sendo vividos agora. Esta é uma das afirmações da escola terapêutica não-regressionista.

Algo também importante, é que no estado hipnótico, é fácil imaginar situações e criar novas realidades. Isto torna possível o fato de que a memória recuperada pela regressão seja criada ou imaginada pelo hipnotizado. A escola regressionista possui raízes psicanalíticas e freudianas. Tal fato reverbera com o fato de em sua carreira, Freud ter abandonado a hipnose, decidindo que ela não serviria para os propósitos desejados por ele, dedicando-se então ao desenvolvimento da psicanálise. Quando o fez, deixou claro o quão necessário era o descobrimento da causa do problema de seus pacientes para solucionar as neuroses e dificuldades em questão.

Mas, o que muitos parecem não saber ou ignorar, é que Freud, embora um grande gênio da saúde mental, não foi e nem é uma autoridade hipnoterápica. Portanto, sua herança hipnótico-terapêutica, deve ser apreciada com ressalvas.

As pesquisas hipnóticas, totalmente desviadas das noções psicanalistas tendenciais e do mainstream, se mantiveram fortes até a década de 1970, 1980. Com resultados incrivelmente eficazes, com a revelação dos norte-americanos Dave Elman, Milton Erickson, John G. Kappas, com o surgimento da PNL e com uma expansão honrosa da hipnose pro Reino Unido nos anos 90. Quase todos os estudos desde a década de 50 até a década de 70, na minha opinião, uma das épocas mais promissoras da hipnose internacionalmente, exibiam provas dos bons resultados e do por que estudar mais hipnose no meio científico, do por que formalizar seu uso terapêutico, do por que levar a sério a mesma. Muitos destes estudos, não tiveram como nenhuma base, o uso da técnica regressionista como método terapêutico.

Mas então, Henrique, porque a hipnose não é tão respeitada e conhecida como a psicanálise ou como uma abordagem focada no passado? Respondo que isto já está mudando e que inevitavelmente observaremos as consequências positivas destas mudanças no decorrer dos anos.

Nem Freud explica

A assinatura freudiana no desenvolvimento da hipnoterapia no início do século 20, influenciou o uso da hipnose por diversos praticantes. Um dos hipnoterapeutas de maior destaque pregador a escola regressionista foi o supracitado Dave Elman. Elman, como Freud, acreditava que era necessário desvendar a causa do problema, supostamente no passado, afim de encontrar soluções para problemas atuais. Elman durante sua carreira tratou inúmeros indivíduos e treinou diversos médicos americanos.

Enquanto a escola regressionista hipnótica e seus precursores afirmavam-se, outros hipnoterapeutas não-regressionistas, não exclusivamente regressionistas ou que não favoreciam o uso da regressão como modalidade hipnoterápica, também tornavam-se conhecidos por seu trabalho, entre eles estão os também supracitados Milton H. Erickson e John G. Kappas, ambos profissionais bastante influentes na história da hipnose. Surgia também na época a PNL (Programação Neurolinguística), criada por Richard Bandler e John Grinder, que estudaram como excelentes resultados eram obtidos por excelentes profissionais e terapeutas.

Deste mesmo modo, diversos acadêmicos estudaram a hipnose como ferramenta terapêutica. Parte destes acadêmicos concluiu que não era necessário o uso da regressão para que bons resultados fossem obtidos com o uso da hipnose, ideia também reforçada por Kappas, Erickson, pela PNL de Bandler e Grinder e por diversas outras escolas terapêuticas, como as cognitiva, comportamental e cognitivo-comportamental. Muitos acadêmicos também reforçam que o uso da regressão pode ser negativo pela experiência de um possível reavivamento traumático, pelo desencadeamento de traumas não associados à dificuldade posta em contexto, e pela criação de falsas memórias, o que pode ser comum durante o transe hipnótico. A literatura científica é vasta em relação ao último item.

Hipnose e inflexibilidade terapêutica

Na hipnoterapia, a relação hipnoterapia/hipnotizado pode ser curta, muito curta. A crença pessoal do hipnoterapeuta influencia diretamente nos resultados obtidos no tratamento. Na hipnose, com poucas sessões muitas vezes pode-se experienciar uma mudança completa ou um progresso invejável, quando comparamos com outras modalidades psicoterápicas.

Para que a experiência do hipnotizado seja rica e recompensadora, é recomendado que o hipnoterapeuta mantenha-se aberto às crenças do hipnotizado, enquanto, ao mesmo tempo, exerce o papel profissional de guia, mentor, facilitador e terapeuta. Pode-se afirmar que a hipnoterapia e o hipnoterapeuta ideal é aquele que sabe adequar-se à realidade do hipnotizado sem abrir mão do seu profissionalismo e expertise hipnótico.

Não é hipnose

É comum ver a regressão promovida como uma técnica não-hipnótica. E, dada a natureza do transe hipnótico, isto é totalmente possível.

Esta é uma prática que gera conforto tanto para o terapeuta, quanto para o hipnotizado, uma vez que todo o medo e insegurança provocada pela hipnose é descartada de imediato quando entende-se que aquele procedimento de palco, assustador, perigoso, que toma o controle das pessoas, não será utilizado.

Mas o que seria melhor? Promover a informação sobre o que é hipnose e educar cada hipnotizado, ou usufruir dos benefícios terapêuticos e sugestionáveis da hipnose sem ao menos tratar deste assunto?

Uma decisão profissional: o papel do hipnoterapeuta

Todos devem ser educados sobre a hipnose, como ela funciona e como a mesma ocorre diariamente sem que sequer possamos acompanhar, especialmente quando não entendemos o que ela é.

Nem todos compartilham da crença acima. De fato, grande parte dos profissionais que optam por trabalhar com a modalidade regressionista sem associá-la à hipnose o fazem por:

  • Receio de tocar num assunto considerado delicado com seus clientes;
  • Transmitir maior confiança aos clientes evitando desencadear as inseguranças por ora causadas pela hipnose;
  • Evitar a necessidade de desfazer e esclarecer os mitos acerca da hipnose;
  • Desconhecimento da natureza do transe hipnótico e suas variantes diárias;
  • Terem sido ensinados a atuar desta forma, fazendo-o deliberadamente, ou;
  • Simples preferência pessoal;

Sendo a natureza do transe hipnótico o uso da atenção para levar o hipnotizado a um resultado final, tendo como consequência a realização deste, não existe regressão sem hipnose. Contudo, uma vez que o transe hipnótico é algo tão natural, não há necessidade ritualística para alcançar o estágio regressionista, visto que o mesmo ocorre diariamente sem que notemos.

Regressão: antes e depois dela

O procedimento regressionista hipnótico tem como objetivo obter bons resultados terapêuticos. É dado por certo que após um procedimento regressionista, nada de demais pode acontecer, caso o mesmo encontre a causa do problema e o mesmo seja solucionado. Contudo, no momento da regressão, há sempre a possibilidade do cliente reviver outras idéias associadas à época mesmo após o procedimento terapêutico, independente de uma forte catarse emocional ou não.

A possibilidade de regredir espontaneamente dias após o procedimento regressionista pode ser comparada ao fato de regressões espontâneas ocorrerem normalmente ocasionalmente, quando encontramos um amigo de longa data, quando sentimos saudades e lembramos de uma pessoa querida que já se foi, quando revivemos a infância e outros momentos naturalmente nostálgicos. Após a regressão, tais lembranças podem ocorrer com frequência e duração maiores; tendo este acontecimento funções terapêuticas benéficas ou não.

É importante falar também, que, dada a natureza da mente humana ao uso da memória seletiva, todo e qualquer procedimento terapêutico possibilita o desencadeamento de memórias associadas à situações e sensações semelhantes. Estados emocionais conhecidos trarão mais estados emocionais conhecidos. Contudo, muitas vezes no procedimento regressionista lidamos com momentos traumáticos ou desconfortáveis, e é justamente este tipo de seleção mnemônica que gostaríamos de evitar no estágio pós-regressionista. Nestes casos, uma lembrança pós-regressiva incômoda pode ter a tendência de permanecer durante dias, semanas ou meses.

Este entendimento reduz, mas não limita, o entendimento da regressão como a simples lembrança e reavivamento de experiências do passado, podendo estas ocorrerem no consultório, sendo terapêuticas ou fora deste, sendo verdadeiramente espontâneas. A natureza destas lembranças podem ser boas ou ruins, dado o entendimento da memória seletiva que opera de forma independente na mente humana e levando em consideração o uso deliberado de tais memórias para a inovação e renovação individual diárias.

A causa inexistente: quando a causa não é encontrada

Outro item que pode colocar em questionamento o uso da regressão como ferramenta terapêutica são os episódios em que alguns terapeutas, munidos pela crença de que a regressão é a única solução para todos os problemas, a utilizam repetida, continua e indiscriminadamente, independente dos resultados obtidos, sessão após sessão de hipnose. Nestes casos, as chances de uma resolução terapêutica são reduzidas ao simples uso da regressão para encontrar a causa correta do problema, sendo aqui, a regressão terapêutica, a única técnica empregada pelo profissional.

Diversas sessões são realizadas até que o cansaço vence a abordagem regressionista. Classifico estes eventos como casos de “causa inexistente”.

A abordagem no presente: hipnose no aqui e agora

Quando entendemos que todo problema ocorre agora, só existe o presente: o que é sentido, o que é vivido e o que é falado no momento atual. Toda interpretação será alterada de acordo com o que é sentido. As crenças são os itens mais importantes à serem trabalhados na terapia. Definem-se por, porém não limitam-se à: subjetividade da experiência humana, a vida em geral, o cotidiano, o antes, o durante e o depois de cada momento, os ciclos de mudança, transformação e mantenimento da personalidade, das suas percepções, dos processos cognitivos, dos comportamentos e dos hábitos. O estudo de novas estratégias de tratamento, a avaliação constante dos resultados obtidos à cada sessão e o acompanhamento terapêutico são cruciais para que o processo hipnoterápico seja orgânico.

Vale frisar que o terapeuta que prefere atuar no momento presente não descarta a importância do passado, mas o utiliza como recurso adicional, integrativo, como algo que possui a capacidade de corroborar o potencial da sua abordagem terapêutica. Na hipnose, a prática hipnoterápica não-regressionista dá um espaço maior à própria criatividade do hipnoterapeuta e do hipnotizado; cria raízes para um aprendizado valioso, estável e constante. O foco aqui é manter um nível de independência e autoconhecimento que pode ser reutilizado sempre que necessário, não limitando o escopo de solução, muito menos escravizando o hipnotizado ao processo terapêutico, que, por vezes, tende a angariar resultados de forma extremamente rápida e mais flexível do que na abordagem regressionista.

Para obter sucesso na abordagem do presente é crucial que as variáveis corretas sejam levantadas, colocadas em questão e que o hipnoterapeuta esteja apto a identificar o que é relevante para o caso em particular, descartando muitos dos procedimentos convencionais estabelecidos até mesmo por escolas hipnoterápicas antigas e as mais tradicionais, baseadas na própria abordagem hipnótico-regressionista em questão, ou na psicoterapia tradicional, herdada da psicanálise.

O caminho do hipnoterapeuta

É importante que o hipnoterapeuta explore diferentes procedimentos terapêuticos e diferentes técnicas para obter os resultados desejados por quem o procura. Cada indivíduo é único; cada cabeça é um mundo. Cabe ao profissional que costuma utilizar a regressão como ferramenta terapêutica buscar, entender, acompanhar e observar seus resultados, benefícios da sua aplicação comparadas a outras técnicas hipnótico-terapêuticas e decidir qual o melhor caminho a ser tomado.

Como eu atuo

Opto sempre pela criação de estratégias individuais adequadas à cada caso. A utilização de conceitos diversos e o enriquecimento da aplicação de técnicas hipnóticas se dão no momento em que o hipnotizado é descoberto, investigado em meu consultório. Sem dúvida a experiência e semelhança de alguns casos complementam-se, contudo, pré-definições são postas em questionamento à todo o tempo. O caminho está sempre aberto e é sempre passível a mudança, visto que a única constante aqui, é a busca pelo bem-estar e pelo resultado desejado por cada indivíduo. Naturalmente há um acordo entre as partes para que a compreensão do trabalho à ser realizado seja esclarecida e beneficie tanto a estrutura estratégica oferecida pelo hipnoterapeuta, quanto pelo hipnotizado.

No final das contas, o hipnoterapeuta atento se utilizará sempre da melhor hipnose existente: a que o hipnotizado nos traz.

Outro depoimento sobre meu trabalho através da hipnose/hipnoterapia é divulgado no site da Hipnoticus – Hipnose e Hipnoterapia em Brasília/DF

Mais um depoimento é divulgado no site da Hipnoticus, meu consultório aqui em Brasília/DF.

Davi queixava-se basicamente de uma timidez e insegurança geral, um problema que muitas pessoas sofrem aqui em Brasília. Vai uma palinha do depoimento abaixo:

“O trabalho desenvolvido na clínica foi além das minhas expectativas, foi surpreendente!”

Para ler o depoimento completo basta entrar no site da Hipnoticus – Hipnose e Hipnoterapia em Brasília/DF ou clicar no link abaixo:

https://www.hipnoterapia.org/pt-br/hipnoticus/depoimentos-sobre-a-hipnose-hipnoterapia-em-brasilia/ler/o-trabalho-desenvolvido-na-clinica-foi-alem-das-minhas-expectativas/

Qualquer dúvidas, opinião ou sugestão, basta enviar seu comentário abaixo.

Depoimento de cliente divulgado no site da Hipnoticus – Hipnose em Brasília/DF

Foi divulgado no site da Hipnoticus um depoimento sobre meu trabalho com a hipnose/hipnoterapia aqui em Brasília/DF. O cliente Ricardo Pereira Gustamantes (*), tratou-se comigo ainda no final de 2010. Ricardo queixava-se de stress, falta de controle mental, auto-confiança, auto-estima e de outros problemas.

Ricardo gostou muito do tratamento e mantivemos contato desde as primeiras sessões até os dias atuais, posso, até mesmo, considerá-lo um amigo.

Bem. Melhor que minhas palavras, somente as dele:

Posso dizer que depois das sessões com Henrique, senti pela primeira vez em 30 anos que eu posso vencer pequenas batalhas diárias e, porque não, vencer a própria Guerra comigo mesmo.

Leia o depoimento completo no site da Hipnoticus – Hipnose em Brasília/DF clicando aqui ou através do link abaixo:

https://www.hipnoterapia.org/pt-br/hipnoticus/depoimentos-sobre-a-hipnose-hipnoterapia-em-brasilia/ler/pela-primeira-vez-em-30-anos/