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PNL é hipnose. Hipnose sistematizada.

Hipnose vs. PNL. Ou seria Hipnose = PNL? Ou, ainda melhor, PNL = Hipnose?

Hipnose

A hipnose é uma abordagem generalista que trabalha com sistemas humanos de qualquer forma que seja pensada ou discursada. Independentemente da linha técnica ou filosófica de estudo, não há uma integração de representatividade interna, uma estabilidade de aplicação, mas sim de processos genéricos (transe profundo vs. transe leve, esqueceu vs. não esqueceu). É como nadar. Todos nadam, até os que não sabem aprendem no desespero pra não morrerem afogados. Pouco pode-se correlacionar entre o pensamento de um autor e de outro tratando-se de eficácia e discurso. O chão da concordância técnica na hipnose é pequeno. Isto deve-se ao fato da hipnose ser estudada como estado, não como processo. Erro, diga-se de passagem, que Kappas não cometeu. Já não pode-se falar o mesmo de Erickson, Elman e outros. Na hipnose todo conhecimento humano é conhecimento humano. A hipnose é o transe que pode redefinir esta estrutura, que nunca deixará de ser humana. Mas a hipnose como área de conhecimento não te obriga a pensar no problema como uma questão do campo hipnótico, ela te mantém no campo humano.

PNL

A PNL é uma abordagem específica que trabalha com os sistemas humanos seguindo suas próprias regras. Há apenas uma PNL. Os termos foram criados e são compartilhados em artigos, livros e profissionais. A discordância e discrepância entre seus íntimos é no máximo um exercício de criatividade técnica. No sistema da PNL todo conhecimento humano torna-se PNL e facilita por si só o estudo deste conhecimento. Modelagem, muitos chamam. Algo que você vê, ouve, sente (sistemas representacionais) alguém fazer e pode repetir tão bem quanto. O problema humano aqui agora é um problema do campo da PNL, não do campo humano.

Integração de Sistemas

Quando a hipnose se une a PNL, sua irmã mais nova introduzida a humanidade há pouco menos de 50 anos, ela ganha estrutura séria. Deixa de ser vista como estado e começa ser vista e enxergada como processos. Processos de mudança. Processos subconscientes, processos inconscientes, processos a curto, médio e longo prazo. Por obrigação clínica, pode-se dizer, a PNL dá roupa a essência da hipnose. Você não pensa na hipnose usando Sistemas Representacionais, Linha do Tempo, Dissociação Visual Cinestésica, Swish, Padrões de Linguagem, Meta Modelo ou Modelo Milton até a chegada da PNL, vindoura dos modeladores de Erickson. Bander e Grinder. Na hipnose você diz: induz o ESTADO, aprofunda o ESTADO, trabalha com o ESTADO, gerencia o ESTADO e desperta a pessoa do ESTADO. Uma limitação teórica que pode dar dor de cabeça. Pois o que é o estado? Qual o melhor estado? Há um estado correto? O hipnotizado está no estado ou fora dele? E se o estado estiver errado? E se estiver, o que há de bom nisso? E se o estado, não for o estado? E se o bom do estado não for do estado, for da dinâmica, usada em qualquer estado? E se a necessidade do estado não existir? E se o estado estiver errado? A PNL libertou a hipnose do estado. Pode-se dizer primeiramente que este foi mérito de Erickson e não da PNL. Até por que, o desfavor que a mesma fez ao espírito de Erickson, enquanto simplificava sua terapêutica e linguagem, foi grande. Mas, quem liga? Rossi. Rossi, Brooks, Gilligan e Betty ligam.

O Legado de Erickson

Erickson era um mago criador, não um conjunto de regras rígidas a serem registradas. No mínimo, todo treinamento que envolve Erickson e sua alma, caso da PNL, deveria quadruplicar a criatividade de seus alunos. O que sabemos que não ocorre. Erickson era a solução para o eterno mundo sem graça mecanicista. Mais ainda pedagogicamente. Era impossível sistematizar Erickson em uma década. Bandler e Grinder sentiram isto. Gilligan, Rossi, Betty e Brooks também. Mas estes últimos, ao invés de parar nos 10, foram até a eternidade. Marcaram a história da hipnose como verdadeiros discípulos de Erickson. São orgulhos da hipnose indireta, pregada pelo seu mentor, que representa a maior compreensão do significado da palavra inconsciente já antes visto.

Erickson jogou fora o estado e abraçou o resultado. A eficácia, a penetrante capacidade de perceber e mudar o que é importante. E a PNL sistematizou isso. Só que antes de sistematizar Erickson, sistematizou suas próprias intenções, dando espaço para sistematizar a todos, criando um intercâmbio epistemológico pouco admirado por profissionais de PNL e hipnose hoje.

O Preço do Sistema

Hoje então o que era a simples imaginação humana é ensaio mental, é ponte ao futuro e lembre bem que imagina-se com os ouvidos, com o corpo e com todos os outros sentidos também. O que antes era regressão e projeção, agora é linha do tempo. O que antes era uma sugestão poderosa agora é padrão de linguagem. E pode ter nome de gente. Destruir uma imagem e substituí-la por outra não é mais um exercício óbvio de abstração, mas sim um swish. E nós agradecemos. A riqueza da PNL não matou a hipnose pela própria obstinação da mesma pelo estado, da qual já se libertou há muitos anos. Se Elman apostou nele, Kappas o desconstruiu, Erickson o abandonou e estamos hoje aqui: sem obrigação alguma com o estado, mas cheios de obrigação com o resultado.

Ao longo da história, para hipnose, o estado é o que fascina. Já a PNL chegou para lembrar o que os fascinados vieram alcançar.

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5 motivos que explicam porque você é hipnotizável (como todo mundo)

Se você leu um artigo, assistiu uma entrevista ou depoimento de alguém falando sobre hipnose e ficou com dúvida sobre quem é hipnotizável ou não; saiba que você, como todo mundo, é. Segue abaixo algumas razões para você entender por que.

1. Você dorme

Hipnose é um estado onde você está meio desperto e meio adormecido. Todos os dias, já tendo sido hipnotizado ou não, você passa por este mesmo estado mental para entrar no sono comum, experienciado por todos.

2. Você acorda

Para retornar ao estado real de despertar, de vigília, você deve atravessar novamente o estado hipnótico, onde você está meio adormecido e meio desperto. Episódios de narcolepsia temporária podem ser notados quando alguém não sai do transe hipnótico por completo, algo que ocorre também com pessoas que podem usufruir de uma melhor noite de sono.

3. Você lê

A atenção provocada pela leitura cria um estado mental naturalmente hipnótico. Neste momento em que o uso da lógica e da razão é utilizada para absorver informações e novos aprendizados, dentre outros itens, a hipnose é o mecanismo que lhe permite atender rapidamente as interpretações conscientes e inconscientes, através de um canal de comunicação duplo, que une estes dois polos mentais. Veredicto final: você só sabe ler porque é hipnotizável.

4. Você aprende

Você aprende quando lê, quando assiste um filme, um documentário, uma aula, ou quando observa qualquer outro fenômeno diário. Você só não está aprendendo quando se determina a não aprender, mas, ainda assim, esta decisão foi apenas consciente e, por vezes, não consegue substituir a relevância do mecanismo de aprendizado inconsciente inerente a mente humana, absorvendo novas informações da mesma forma. Exemplo: Se você não lembra o nome deste artigo, lembra, ao menos, que foi interessante o suficiente para que você tenha a vontade de lê-lo. Este seria um exemplo de aprendizado onde seu inconsciente prevaleceu. Mas, caso você lembre o nome do artigo, juntamente com os motivos que o levaram a lê-lo, pode-se dizer que tanto sua mente consciente quanto inconsciente trabalharam muito bem logo num primeiro momento.

5. Você respira

Tente parar de respirar por alguns instantes. O que acontece? Seu corpo começa a ter reações físicas para que você entenda que ele precisa continuar respirando. Mas, digamos que você, consiga, por força de vontade ou pela circunstância, realmente ficar sem respirar por um bom tempo. O que acontece? Seu inconsciente te apaga; te desmaia, apenas para te mostrar como você não tem controle de tal processo como o da sua respiração, do modo que você tentava ter e, obviamente, para salvar sua vida. É natural que, com o treinamento apropriado, você torne-se capaz de prender a respiração por mais tempo, mas o mecanismo inconsciente que cuida da sua integridade física estará em pleno funcionamento, te desmaiando, para não permitir que você inflija dano ao seu próprio organismo. Uma vez que, se você não cuida da sua integridade física conscientemente, seu inconsciente se utilizará de mecanismos próprios para tal.

Hipnose é algo extremamente simples

E se tornará ainda mais simples, a medida que você entender que a hipnose, como, estado, não passa de uma forma incrivelmente otimizada de aprender e absorver informações. No contexto terapêutico este é o caminho para você conseguir o que quer, mudando o subconsciente. O subconsciente sempre é o objeto de mudança desejada em qualquer circunstância humana e a hipnose é a melhor forma de dominá-lo.

Hipnose e a causa do problema. Regressão: parada obrigatória?

A visão popular: o passado na hipnose e seu uso na regressão de idade e de vidas passadas

Na boca do povo, e na cabeça de muitos terapeutas, regressão está tão associada à hipnose como estão os números à matemática. Mas seria realmente a hipnose por via de regra uma terapia regressionista? Seria esta abordagem a opção mais indicada em todo tratamento hipnoterápico?

A associação da regressão à hipnose e seus motivos

Por conta de forte influência da escola psicanalista freudiana no início do século 20, muitos profissionais consideram a regressão, o reavivamento do passado, ou o reconhecimento dele, o método terapêutico hipnótico mais eficaz.

E embora todo o respeito histórico, o conhecimento e o reconhecimento popular a favor da regressão, também influenciado pela expansão do espiritismo e dos conceitos espiritualistas, tenha criado inúmeros seguidores da noção terapêutica de que a regressão é o caminho prioritário no tratamento psicoterápico, tornando-o favorito para muitos, é importante notar o avanço obtido no desenvolvimento das infinitas técnicas hipnóticas espalhadas nos últimos 200 anos, muitas delas completamente distantes das noções regressionistas e outras impossivelmente comparáveis em termos de flexibilidade e poder terapêutico-transformacional.

As noções de passado, presente e futuro no âmbito terapêutico hipnótico e seus devidos usos sempre existiram. Contudo, no Brasil, principalmente, a conversa quase sempre se encerra na exploração do passado do hipnotizado, favorecendo a regressão. O que nem sempre é a melhor abordagem terapêutica, principalmente para os indivíduos que não simpatizam com a regressão como modalidade terapêutica, seja esta de idade ou de vidas passadas.

ATENÇÃO: Regressão à 200 metros

Nas últimas décadas, diversos pesquisadores e profissionais registraram diferentes opiniões esclarecendo porque o uso da técnica regressionista, na hipnose ou fora dela, não é obrigatório e, que pode ser, até mesmo nocivo em alguns casos.

O amadurecimento e a criação de novos processo hipnóticos, o surgimento, reconhecimento e amadurecimento da PNL, a popularização da filosofia hipnótica de Milton H. Erickson, o crescimento das escolas cognitivas, comportamentais e cognitivo-comportamentais, o reconhecimento da riqueza da sabedoria popular voltadas à importância do convívio social como necessidades básicas, da identificação do humor como ferramenta terapêutica, da habilidade de foco da mente humana, e, mais ainda, pelas provas da natureza ilusória do tempo, de que só existe o agora, nos deixaram muito mais do que um rastro de idéias de que “O melhor de tudo em relação ao passado é que ele já acabou.” (Richard Bandler).

A insistência do uso da regressão ora deve-se a eficácia comprovada, ora ao fascínio nostálgico experienciado, ora à lógica de encontrar a causa do problema onde ele foi criado e vivido pela primeira vez, ora como um remédio que busca a verdade como ela é, ora ao peso que pode ter o reavivamento de uma lembrança, e, ora como a única saída para resolver um problema nunca antes solucionado. Todas estas alternativas podem nos levar a entender que a regressão é o melhor e talvez o único meio disponível para o descobrimento da causa do problema à ser tratado.

Mas toda essa lógica é posta em desafio quando entendemos que todas as mudanças que fazemos em nossas vidas que tiveram sucesso, fazemos sem pensar no passado, ou ao menos sem prestar muita atenção nele. Muitas mudanças nas nossas vidas ocorrem de forma espontânea.

A não identificação de causas que acompanham mudanças drásticas, cotidianamente, são mais comuns do que costumam ser ponderadas pela filosofia regressionista. A ?causa?, na criação do hábito e na dificuldade que é enfrentada ao tentar mudar, quando descoberta, muitas vezes desperta apenas um entendimento dos fatores motivacionais por trás de um comportamento ou hábito: as crenças de cada um, o que já é importante.

Existem mais pessoas no mundo mudando suas vidas saudável e espontaneamente o tempo inteiro do que pessoas com dificuldades tentando mudar suas vidas através de terapia. Mudanças ocorrem sem que as acompanhemos. Por vezes, não notamos, ou somos avisados por terceiros delas. Além disso, é extremamente compreensível responsabilizar o passado num momento de desorientação e dificuldade emocional.

Passado? Onde fica isso?

Não importa onde você vá, a solução e o problema estão sendo vividos agora. Esta é uma das afirmações da escola terapêutica não-regressionista.

Algo também importante, é que no estado hipnótico, é fácil imaginar situações e criar novas realidades. Isto torna possível o fato de que a memória recuperada pela regressão seja criada ou imaginada pelo hipnotizado. A escola regressionista possui raízes psicanalíticas e freudianas. Tal fato reverbera com o fato de em sua carreira, Freud ter abandonado a hipnose, decidindo que ela não serviria para os propósitos desejados por ele, dedicando-se então ao desenvolvimento da psicanálise. Quando o fez, deixou claro o quão necessário era o descobrimento da causa do problema de seus pacientes para solucionar as neuroses e dificuldades em questão.

Mas, o que muitos parecem não saber ou ignorar, é que Freud, embora um grande gênio da saúde mental, não foi e nem é uma autoridade hipnoterápica. Portanto, sua herança hipnótico-terapêutica, deve ser apreciada com ressalvas.

As pesquisas hipnóticas, totalmente desviadas das noções psicanalistas tendenciais e do mainstream, se mantiveram fortes até a década de 1970, 1980. Com resultados incrivelmente eficazes, com a revelação dos norte-americanos Dave Elman, Milton Erickson, John G. Kappas, com o surgimento da PNL e com uma expansão honrosa da hipnose pro Reino Unido nos anos 90. Quase todos os estudos desde a década de 50 até a década de 70, na minha opinião, uma das épocas mais promissoras da hipnose internacionalmente, exibiam provas dos bons resultados e do por que estudar mais hipnose no meio científico, do por que formalizar seu uso terapêutico, do por que levar a sério a mesma. Muitos destes estudos, não tiveram como nenhuma base, o uso da técnica regressionista como método terapêutico.

Mas então, Henrique, porque a hipnose não é tão respeitada e conhecida como a psicanálise ou como uma abordagem focada no passado? Respondo que isto já está mudando e que inevitavelmente observaremos as consequências positivas destas mudanças no decorrer dos anos.

Nem Freud explica

A assinatura freudiana no desenvolvimento da hipnoterapia no início do século 20, influenciou o uso da hipnose por diversos praticantes. Um dos hipnoterapeutas de maior destaque pregador a escola regressionista foi o supracitado Dave Elman. Elman, como Freud, acreditava que era necessário desvendar a causa do problema, supostamente no passado, afim de encontrar soluções para problemas atuais. Elman durante sua carreira tratou inúmeros indivíduos e treinou diversos médicos americanos.

Enquanto a escola regressionista hipnótica e seus precursores afirmavam-se, outros hipnoterapeutas não-regressionistas, não exclusivamente regressionistas ou que não favoreciam o uso da regressão como modalidade hipnoterápica, também tornavam-se conhecidos por seu trabalho, entre eles estão os também supracitados Milton H. Erickson e John G. Kappas, ambos profissionais bastante influentes na história da hipnose. Surgia também na época a PNL (Programação Neurolinguística), criada por Richard Bandler e John Grinder, que estudaram como excelentes resultados eram obtidos por excelentes profissionais e terapeutas.

Deste mesmo modo, diversos acadêmicos estudaram a hipnose como ferramenta terapêutica. Parte destes acadêmicos concluiu que não era necessário o uso da regressão para que bons resultados fossem obtidos com o uso da hipnose, ideia também reforçada por Kappas, Erickson, pela PNL de Bandler e Grinder e por diversas outras escolas terapêuticas, como as cognitiva, comportamental e cognitivo-comportamental. Muitos acadêmicos também reforçam que o uso da regressão pode ser negativo pela experiência de um possível reavivamento traumático, pelo desencadeamento de traumas não associados à dificuldade posta em contexto, e pela criação de falsas memórias, o que pode ser comum durante o transe hipnótico. A literatura científica é vasta em relação ao último item.

Hipnose e inflexibilidade terapêutica

Na hipnoterapia, a relação hipnoterapia/hipnotizado pode ser curta, muito curta. A crença pessoal do hipnoterapeuta influencia diretamente nos resultados obtidos no tratamento. Na hipnose, com poucas sessões muitas vezes pode-se experienciar uma mudança completa ou um progresso invejável, quando comparamos com outras modalidades psicoterápicas.

Para que a experiência do hipnotizado seja rica e recompensadora, é recomendado que o hipnoterapeuta mantenha-se aberto às crenças do hipnotizado, enquanto, ao mesmo tempo, exerce o papel profissional de guia, mentor, facilitador e terapeuta. Pode-se afirmar que a hipnoterapia e o hipnoterapeuta ideal é aquele que sabe adequar-se à realidade do hipnotizado sem abrir mão do seu profissionalismo e expertise hipnótico.

Não é hipnose

É comum ver a regressão promovida como uma técnica não-hipnótica. E, dada a natureza do transe hipnótico, isto é totalmente possível.

Esta é uma prática que gera conforto tanto para o terapeuta, quanto para o hipnotizado, uma vez que todo o medo e insegurança provocada pela hipnose é descartada de imediato quando entende-se que aquele procedimento de palco, assustador, perigoso, que toma o controle das pessoas, não será utilizado.

Mas o que seria melhor? Promover a informação sobre o que é hipnose e educar cada hipnotizado, ou usufruir dos benefícios terapêuticos e sugestionáveis da hipnose sem ao menos tratar deste assunto?

Uma decisão profissional: o papel do hipnoterapeuta

Todos devem ser educados sobre a hipnose, como ela funciona e como a mesma ocorre diariamente sem que sequer possamos acompanhar, especialmente quando não entendemos o que ela é.

Nem todos compartilham da crença acima. De fato, grande parte dos profissionais que optam por trabalhar com a modalidade regressionista sem associá-la à hipnose o fazem por:

  • Receio de tocar num assunto considerado delicado com seus clientes;
  • Transmitir maior confiança aos clientes evitando desencadear as inseguranças por ora causadas pela hipnose;
  • Evitar a necessidade de desfazer e esclarecer os mitos acerca da hipnose;
  • Desconhecimento da natureza do transe hipnótico e suas variantes diárias;
  • Terem sido ensinados a atuar desta forma, fazendo-o deliberadamente, ou;
  • Simples preferência pessoal;

Sendo a natureza do transe hipnótico o uso da atenção para levar o hipnotizado a um resultado final, tendo como consequência a realização deste, não existe regressão sem hipnose. Contudo, uma vez que o transe hipnótico é algo tão natural, não há necessidade ritualística para alcançar o estágio regressionista, visto que o mesmo ocorre diariamente sem que notemos.

Regressão: antes e depois dela

O procedimento regressionista hipnótico tem como objetivo obter bons resultados terapêuticos. É dado por certo que após um procedimento regressionista, nada de demais pode acontecer, caso o mesmo encontre a causa do problema e o mesmo seja solucionado. Contudo, no momento da regressão, há sempre a possibilidade do cliente reviver outras idéias associadas à época mesmo após o procedimento terapêutico, independente de uma forte catarse emocional ou não.

A possibilidade de regredir espontaneamente dias após o procedimento regressionista pode ser comparada ao fato de regressões espontâneas ocorrerem normalmente ocasionalmente, quando encontramos um amigo de longa data, quando sentimos saudades e lembramos de uma pessoa querida que já se foi, quando revivemos a infância e outros momentos naturalmente nostálgicos. Após a regressão, tais lembranças podem ocorrer com frequência e duração maiores; tendo este acontecimento funções terapêuticas benéficas ou não.

É importante falar também, que, dada a natureza da mente humana ao uso da memória seletiva, todo e qualquer procedimento terapêutico possibilita o desencadeamento de memórias associadas à situações e sensações semelhantes. Estados emocionais conhecidos trarão mais estados emocionais conhecidos. Contudo, muitas vezes no procedimento regressionista lidamos com momentos traumáticos ou desconfortáveis, e é justamente este tipo de seleção mnemônica que gostaríamos de evitar no estágio pós-regressionista. Nestes casos, uma lembrança pós-regressiva incômoda pode ter a tendência de permanecer durante dias, semanas ou meses.

Este entendimento reduz, mas não limita, o entendimento da regressão como a simples lembrança e reavivamento de experiências do passado, podendo estas ocorrerem no consultório, sendo terapêuticas ou fora deste, sendo verdadeiramente espontâneas. A natureza destas lembranças podem ser boas ou ruins, dado o entendimento da memória seletiva que opera de forma independente na mente humana e levando em consideração o uso deliberado de tais memórias para a inovação e renovação individual diárias.

A causa inexistente: quando a causa não é encontrada

Outro item que pode colocar em questionamento o uso da regressão como ferramenta terapêutica são os episódios em que alguns terapeutas, munidos pela crença de que a regressão é a única solução para todos os problemas, a utilizam repetida, continua e indiscriminadamente, independente dos resultados obtidos, sessão após sessão de hipnose. Nestes casos, as chances de uma resolução terapêutica são reduzidas ao simples uso da regressão para encontrar a causa correta do problema, sendo aqui, a regressão terapêutica, a única técnica empregada pelo profissional.

Diversas sessões são realizadas até que o cansaço vence a abordagem regressionista. Classifico estes eventos como casos de “causa inexistente”.

A abordagem no presente: hipnose no aqui e agora

Quando entendemos que todo problema ocorre agora, só existe o presente: o que é sentido, o que é vivido e o que é falado no momento atual. Toda interpretação será alterada de acordo com o que é sentido. As crenças são os itens mais importantes à serem trabalhados na terapia. Definem-se por, porém não limitam-se à: subjetividade da experiência humana, a vida em geral, o cotidiano, o antes, o durante e o depois de cada momento, os ciclos de mudança, transformação e mantenimento da personalidade, das suas percepções, dos processos cognitivos, dos comportamentos e dos hábitos. O estudo de novas estratégias de tratamento, a avaliação constante dos resultados obtidos à cada sessão e o acompanhamento terapêutico são cruciais para que o processo hipnoterápico seja orgânico.

Vale frisar que o terapeuta que prefere atuar no momento presente não descarta a importância do passado, mas o utiliza como recurso adicional, integrativo, como algo que possui a capacidade de corroborar o potencial da sua abordagem terapêutica. Na hipnose, a prática hipnoterápica não-regressionista dá um espaço maior à própria criatividade do hipnoterapeuta e do hipnotizado; cria raízes para um aprendizado valioso, estável e constante. O foco aqui é manter um nível de independência e autoconhecimento que pode ser reutilizado sempre que necessário, não limitando o escopo de solução, muito menos escravizando o hipnotizado ao processo terapêutico, que, por vezes, tende a angariar resultados de forma extremamente rápida e mais flexível do que na abordagem regressionista.

Para obter sucesso na abordagem do presente é crucial que as variáveis corretas sejam levantadas, colocadas em questão e que o hipnoterapeuta esteja apto a identificar o que é relevante para o caso em particular, descartando muitos dos procedimentos convencionais estabelecidos até mesmo por escolas hipnoterápicas antigas e as mais tradicionais, baseadas na própria abordagem hipnótico-regressionista em questão, ou na psicoterapia tradicional, herdada da psicanálise.

O caminho do hipnoterapeuta

É importante que o hipnoterapeuta explore diferentes procedimentos terapêuticos e diferentes técnicas para obter os resultados desejados por quem o procura. Cada indivíduo é único; cada cabeça é um mundo. Cabe ao profissional que costuma utilizar a regressão como ferramenta terapêutica buscar, entender, acompanhar e observar seus resultados, benefícios da sua aplicação comparadas a outras técnicas hipnótico-terapêuticas e decidir qual o melhor caminho a ser tomado.

Como eu atuo

Opto sempre pela criação de estratégias individuais adequadas à cada caso. A utilização de conceitos diversos e o enriquecimento da aplicação de técnicas hipnóticas se dão no momento em que o hipnotizado é descoberto, investigado em meu consultório. Sem dúvida a experiência e semelhança de alguns casos complementam-se, contudo, pré-definições são postas em questionamento à todo o tempo. O caminho está sempre aberto e é sempre passível a mudança, visto que a única constante aqui, é a busca pelo bem-estar e pelo resultado desejado por cada indivíduo. Naturalmente há um acordo entre as partes para que a compreensão do trabalho à ser realizado seja esclarecida e beneficie tanto a estrutura estratégica oferecida pelo hipnoterapeuta, quanto pelo hipnotizado.

No final das contas, o hipnoterapeuta atento se utilizará sempre da melhor hipnose existente: a que o hipnotizado nos traz.

Hipnose e sono: onde um começa e o outro termina?

Hipnose é sono?

Hipnose é sono ou não é? Muitos perguntam-se qual a grande realidade do estado hipnótico. É sono ou não é? Estamos acordados ou não? Mas se estamos dormindo, podemos estar dormindo e ouvir tudo? Então podemos dormir acordados e ouvir e entender tudo o que falam?

Embora possa parecer complicado, é muito simples: hipnose é e não é sono.  Na hipnose você está e não está dormindo.

Qual a relação entre sono e hipnose?

Para alguns hipnotizados, hipnose é somente sono. Após o transe despertam com um pouco de preguiça, meio sonolentos, não lembram do que aconteceu e acham que dormiram de verdade ou que nada aconteceu.

Mas na verdade, hipnose é somente um tipo de sono. Hipnose é um tipo de sono em que você pode estar de olhos abertos, fechados, extremamente atento ou desatento, cheio de energia ou completamente exausto, pode lembrar de tudo, de somente de algumas coisas ou de absolutamente nada, pode ser perder nos pensamentos, se focar em apenas um, pode incrementar sua habilidade de solucionar problemas, ou piorar, caso seja este seu objetivo.

Qual a diferença entre hipnose e sono, então?

A única, suposta, diferença entre hipnose e sono é o agente provocador e influenciador do sono. Estes agentes podem ser: você mesmo (auto-hipnose, sonhos lúcidos), o hipnotizador (sono hipnótico), ou seu subconsciente (sono comum ou sono noturno).

Digo suposta pois ambos os tipos de sono promovem mudanças subconscientes, além de possuir agentes provocadores e influenciadores.

O papel do agente provocador e do agente influenciador do sono

O agente provocador tem como função induzir o estado do sono no indivíduo.

O agente influenciador tem como função coordenar e dirigir as funções necessárias para que as características e benefícios do sono estejam presentes.

O sono comum/noturno só começa quando o sono hipnótico termina. Todo sono é primariamente hipnótico, visto que deve-se possuir a intenção de dormir, o que é determinado pelo agente provocador do sono. Este será assunto de outro artigo.

Dormindo em alerta, hipnose de palco e sono REM e hipnose

Dormimos em alerta o tempo inteiro. Você está lendo um livro, assistindo um filme ou até mesmo olhando para um lugar qualquer, de repente alguém te chama e você nem nota. Neste sono hipnótico alerta você precisa de um estimulo maior para acordar.

No sono hipnótico alerta podemos comparar o sono hipnótico provado pelo hipnotizador com o sono REM, mas neste caso o agente influenciador do sono é o hipnotizador, não o subconsciente, e não há bloqueio dos movimentos físicos como no sono comum REM.

Exemplo: Se num show de hipnose o hipnotizador manda você dançar frevo, você está sendo influenciado pelo hipnotizador, mas sem o bloqueio dos movimentos físicos presentes no sono comum/noturno REM, que o impediriam de praticar o ato.

O dormir, o descanso e as características e benefícios no sono hipnótico e do sono comum/noturno

Quando falamos em sono, geralmente estamos falando de um momento de descanso, de reparo das energias, de tranquilidade, de extrema paz e bem-estar. Tanto no sono hipnótico quanto no sono comum/noturno podemos alcançar estes objetivos.

O sono hipnótico é particularmente especial quando bem utilizado no intuito de reestabelecer as forças, reharmonizar o indivíduo, reparar as energias, revigorá-lo para o dia-a-dia e tornar possível a reflexão de novas idéias, reprogramação de hábitos e mudança de crenças. No sono hipnótico o agentes influenciador e provocador podem ser o hipnotizador (hetero-hipnose) ou o próprio individual (auto-hipnose).

O sono comum/noturno pode  possuir todas as características e benefícios do sono hipnótico, mas segue um ciclo específico e uma rotina padrão, estabelecida pela hereditariedade da escala evolutiva humana, razão pelo qual foi criado. O resultado e objeto do sono comum pode muitas vezes ser mera influência do sono hipnótico.

O sono hipnótico pode ser experienciado diariamente de forma espontânea ou ritualística. Em alguns transes espontâneos ou ritualísticos a experiência do sono hipnótico pode gerar um pouco de cansaço ao invés do benefício do descanso. O mesmo ocorre com o sono comum/noturnoquando há um problema sua rotina padrão. Exemplo: Problemas ao dormir, sono não reparador, cansaço durante o dia, sensação de ter sonhado porém incapaz de lembrar o sonho.

No sono comum/noturno, o descanso não é alcançado quando algum dos problemas acima está presente em sua rotina padrão, embora não impeça que as outras características e benefícios comuns do sono estejam presentes.

Onde e como a hipnose pode ser utilizada?

A hipnose vem ganhando fama: agora é importante não tropeçar outra vez!

A hipnose como aliada à saúde e bem-estar ganha mais respeito e fama a cada dia que passa. E não é à toa. Pois, afirmo, as possibilidades e benefícios do uso do processo hipnótico são infinitas.

Porém, a forma como a hipnose é abordada por muitos, ainda limita o verdadeiro escopo de definição e utilização da hipnose. Para não correr o risco de continuarmos dando passos lentos, como no passado, é necessário definir e categorizar a hipnose e sua utilização.

Desenvolvimento do Controle Hipnótico

A prática hipnótica, direta ou indiretamente, sempre força e leva ao Desenvolvimento do Controle: Controle mental, controle comportamental, controle atlético, controle sensorial, controle terapêutico e controle metafísico são as primeiras categorias. Este controle pode ser desenvolvido em dois contextos hipnóticos: Contexto Hipnótico Individual e Contexto Hipnótico Grupal. Os contextos, por sua vez, podem ser aplicados pela hetero-hipnose, prática hipnótica onde o operador hipnotiza outra pessoa, ou pela auto-hipnose, prática hipnótica onde o operador é hipnotizado por ele mesmo.

Controle Hipnótico das Massas

Observação: O controle das massas também está associado a uma das categorias de uso da hipnose, mas explicarei em outro artigo, por tratar-se de um contexto de aplicação exclusivamente grupal e por ser um assunto quase raro, quando estudado no campo da prática hipnótica contemporânea.

Categorias do Desenvolvimento do Controle Hipnótico

As categorias abaixo focam-se à aplicação da hetero e/ou auto-hipnose como fenômeno individual, mas não limitam-se a mesma.

1. Controle Mental

Controle dos pensamentos e dos processos cognitivos.

2. Controle Comportamental

Controle de comportamentos compulsivos: roer unha, alimentação, parar de fumar (tabagismo); motivação à prática de novas atividades: incentivo à atividade física, estudos, leitura são algumas delas.

3. Controle Atlético

Aprimoramento do desempenho atlético, auxílio na recuperação muscular, na prática de atividades físicas, aceleração do metabolismo, no treinamento muscular autônomo e no auxílio do metabolismo específico de substâncias.

4. Controle Sensorial

Hipno-anestesia, hipno-analgesia, ajuda em preparos pré e pós cirúrgicos, controle da ansiedade e da percepção sensorial de modo geral.

5. Controle Terapêutico

Autoconhecimento, harmonização, controle emocional, desenvolvimento da autoestima, da autoconfiança e assertividade, facilitando o combate a depressão, tristeza, timidez, medos, fobias e outros problemas de cunho emocional.

6. Controle Metafísico

Experiências fora do corpo, sonhos lúcidos e mediunidade.

Criando um padrão de vida Hipnoticamente Positivo

Como pode-se notar, a prática e Desenvolvimento do Controle Hipnótico quando praticado e exercitado de forma positiva, traz inúmeros benefícios. Este Controle Hipnótico, em todos os contextos, serve como um recurso indispensável para a criação de um padrão de vida Hipnoticamente Positivo.

O outro lado da moeda

O desdém pelo Desenvolvimento do Controle Hipnótico, aumenta as chances da criação de um padrão de vida Hipnoticamente Negativo.

Ter uma vida hipnoticamente negativa é sucumbir com facilidade ao estresse, decepções, frustrações, problemas e dificuldades diárias.

Conclusão

Através da hipnose, é possível criar novos padrões positivos de funcionamento diário e gerar harmonia e bem-estar, no contexto individual ou grupal, através da hetero e da auto-hipnose.

Depoimento de cliente divulgado no site da Hipnoticus – Hipnose em Brasília/DF

Foi divulgado no site da Hipnoticus um depoimento sobre meu trabalho com a hipnose/hipnoterapia aqui em Brasília/DF. O cliente Ricardo Pereira Gustamantes (*), tratou-se comigo ainda no final de 2010. Ricardo queixava-se de stress, falta de controle mental, auto-confiança, auto-estima e de outros problemas.

Ricardo gostou muito do tratamento e mantivemos contato desde as primeiras sessões até os dias atuais, posso, até mesmo, considerá-lo um amigo.

Bem. Melhor que minhas palavras, somente as dele:

Leia o depoimento completo no site da Hipnoticus – Hipnose em Brasília/DF clicando aqui ou através do link abaixo:

http://www.hipnoticus.com.br/pt-br/hipnoticus/depoimentos-sobre-a-hipnose-hipnoterapia-em-brasilia

Qualquer dúvida sobre o tratamento, postem abaixo nos comentários e terei o maior prazer em esclarecê-las.